Cantinho da Dona Rosa
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Cantinho da Dona Rosa

Banca: 23

Rosa é natural de Avintes. A sua bisavó foi uma das primeiras pessoas a fazer a Broa de Avintes. Desde nova que Rosa vinha com a sua mãe, Claudina Moreira Moura, para o Porto vender broas. Nesse tempo, as broas eram cozidas na casa da família de Rosa, num forno a lenha. Depois, fazia-se um percurso longo até à cidade: por vezes a pé, outras vezes de barco e só mais tarde de camioneta ou de camião. Com apenas 4 anos, Rosa já ficava a tomar conta das gigas, enquanto a mãe apanhava o elétrico e andava pelas ruas a fazer o seu trabalho. Rosa lembra-se de ver a mãe com a giga à cabeça a entregar as broas ao Sr. Bernardino, que tinha uma padaria no Mercado do Bolhão. A história da família de Rosa no mercado começa assim, quando esse mesmo senhor, por já ter uma idade avançada, entrega a banca a Claudina. 

Nos primeiros tempos, Claudina tinha somente uma padaria, mas, pouco tempo depois, comprou uma outra banca, da qual o seu marido ficaria a tomar conta. Por fim, uma terceira banca é adquirida e gerida, também, pela família. Rosa tinha 13 anos quando deixou de estudar e foi ocupar o lugar do seu pai, que tinha adoecido. 35 anos mais tarde, Rosa, que reconhece ser "aventureira", expandiu o negócio da família e ficou com uma peixaria. Por lá ficou 7 anos a trabalhar, até que passou a banca à Sara, ainda hoje peixeira, e regessou à padaria. Posteriormente, quando tinha 36 anos (há 28 anos), Rosa une as três bancas que a família detinha: a primeira continuou a vender pão, broa e bolos, a segunda vendia biscoitos e a terceira inicia, então, a comercialização de vinho e de bebidas alcoólicas. Rosa recorda que esta última banca abriu portas com 56 garrafas disponíveis.

Hoje, é a filha de Rosa que apoia os pais na banca e que dará seguimento ao negócio, que vai já na 3ª geração da família.